segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Avaliação Escolar

Estudo do livro Avaliação Escolar: mitos e realidades - Michel Barlow cap. 1,  2, 3 e 4.

7 comentários:

  1. Olá queridos professores! Bem-vindos ao blog dos educadores do CEMA!

    Este espaço foi criado com o objetivo de podermos compartilhar melhor as discussões relacionadas ao tema avaliação, a partir da leitura dos capítulos 1, 2, 3 e 4 do livro Avaliação Escolar: mitos e Realidades – Michel Barlow.
    Para que esta ferramenta atinja o objetivo proposto, cada professor deverá postar seu comentário acerca de cada um dos capítulos estudados, ler os comentários dos colegas e fazer pelo menos uma interação com alguma das postagens em relação aos textos. Ou seja, após ler as contribuições dos colegas, escolha uma delas para responder.

    Bom estudo!

    Abraços

    Edileuza

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  2. Olá amigos,
    Espero que tenham apreciado a leitura. Vamos lá então!
    Cap. 1: Neste capítulo me chama atenção o tema "A avaliação: Ato de comunicação e espelho da ação." Quando o autor aborda a questão da avaliação ser bilateral temos uma ideia mais clara dos motivos para avaliar. O educador precisa de um instrumento para avaliar seu trabalho e este pode bem ser a avaliação dos seus alunos. O autor coloca o aluno como autor da mensagem e não como um mero receptor. Ora, é claro que o educando tem algo a dizer sobre o trabalho do educador e isto fica claro nos resultados de nossas avaliações. Avaliações mal formuladas, sem um propósito claro, com questões ambíguas ou que não estejam dentro de uma prática adequada gerarão respostas imprecisas ou resultados errôneos sobre o trabalho do educador.
    Cap.2: De um modo geral neste capítulo entendo que nós educadores devemos hoje buscar um sistema mais adequado de "pesar" uma avaliação. O fato de atribuir simplesmente uma quantidade de pontos a uma avaliação não é mais o suficiente. Quando uma estudante "erra" uma questão ele quer saber o que errou, como, por que e melhor ainda, como acertar. É certamente mais seguro para o educador atribuir uma quantidade de pontos à uma avaliação e se cercar de resultados que ele possa explicar,justificar ou quantificar, mas seria igualmente interessante comentar os 'erros' dos alunos em uma correção mais pessoal, individual e aproveitar para mostrar um caminho para o 'acerto' com esses comentários. Comentar a correção das avaliações em sala também pode ser um instrumento poderoso de 'feedback' e ainda dar uma segurança ao educador. Quando você mostra ao educando a nível pessoal onde ele não atingiu o ponto desejado e em grupo mostra o que seria esperado, esta indo pelo caminho da comunicação. Quando agimos assim damos a oportunidade de aprendizado real ao educando e evitamos questões mal entendidas ou mal interpretadas.
    Cap. 3: Aqui me chama atenção a parte onde "O corpo fala". Dei alguma risadas lendo os relatos! Meus alunos costuma me observar com muita atenção e muitos comentam como minhas "caras e bocas" falam muito mais do que as minhas palavras em si! Cheguei à conclusão durante minha prática pedagógica que sou muito 'expressiva', ou seja, minha linguagem corporal não fala, grita. Mesmo assim gosto de aulas responsoriais e avaliações orais. Minhas 'dicas' corporais acabam tornando tudo mais interessante e segundo meus alunos muito divertido. A questão de estar com cada aluno, ouvir o que cada um tem a dizer e tentar obter mais do que ele poderia fazer em uma prova escrita, objetiva ou discursiva, sem nenhuma dica do que fazer é muito emocionante. Encarar o aluno como parceiro em um processo e não como adversário é o mais importante neste processo.
    Cap. 4: Aqui volto a observar algo que já comentei em relação ao capítulo 2 quando se fala em quantificar uma avaliação. Neste pensamento de comentar, avaliar de ângulos diversos e, principalmente, devolver algo ao aluno, o capítulo 4 vem corroborar o que eu comentei antes. O professor precisa informar ao aluno onde ele errou, por que errou e, ainda mais importante, o que fazer para acertar. Neste ponto o capítulo trás algo de fundamental importância para o aprimoramento do trabalho docente, o trabalho em grupo. Avaliar esta longe de ser um trabalho solitário. Os colegas professores podem e devem ter olhares diferentes sobre um mesmo aluno. A turma, os outros professores, os orientadores, coordenadores, todos devem estra envolvidos e comprometidos com o processo de avaliação, de retorno ao aluo sobre o seu desempenho. Um único olhar certamente será parcial e pouco objetivo, enquanto diversos olhares darão uma perspectiva mais adequada de cada indivíduo avaliado.
    Espero que meus comentários sejam de alguma valia para os caros colegas.
    Um abraço,
    Débora

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    1. As observações feitas pela professora Débora foram interessantes. Na primeira reunião discutimos sobre o primeiro capítulo e pelo que percebi nos outros capítulos o autor consegue explicar o primeiro capítulo de maneira mais detalhada. Como foi dito na reunião e no capítulo 2, os educadores devem fazer avaliações para avaliar o aluno e para que seja produtiva essa avaliação, o aluno deve e quer saber o que errou. Então ele precisa de um feedback. Quando a Débora diz sobre expressão corporal, realmente lembrei das aulas e das caras dos alunos quando nós educadores fazemos de tudo para que o aluno entenda nem que seja um mínimo do que estamos explicando. E aquela velha história de que no processo de ensino-aprendizagem, tanto o educador quanto o aluno aprendem, o professor é desafiado a todos os momentos, tornando essa profissão tão divertida. Sobre o capítulo 4 citado, devemos traçar estratégias para que a avaliação deve ser feita em conjunto avaliando cada situação e cada indivíduo.

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  3. Saudações,
    Primeiramente gostaria de agradecer a forma de como fui acolhida por vocês na equipe. Sinto-me realmente acolhida e parte do grupo.
    Agora vamos aos nossos estudos sobre avaliação escolar:
    Com a leitura e discussão com os colegas do livro de Michel Barlow sobre a Avaliação Escolar acredito que temos a oportunidade de compartilharmos e construirmos juntos, e isso, é enriquecedor e gratificante. Por um lado aprendemos com a troca de experiências de quem sabe o que é “estar na sua pele” e também podemos dividir os segredos das ideias que deram certo e multiplica-las.
    Cáp. 1: Encontrei vários pontos para reflexão neste capítulo. O autor se aproveita da etimologia da própria palavra “avaliação” para mostrar-nos um pouco sobre a origem da ideia do processo avaliativo na educação. Isso me levou a pensar que a avaliação é uma “herança”. A cultura de avaliação no sistema educacional brasileiro não seria uma evolução, mas fruto desta herança. Herdamos vários modelos de avaliação já prontos e estamos trabalhando para inovar, estamos num momento de transição. Buscamos agora considerar todo momento de ensino-aprendizagem para a avaliação escolar, pois a avaliação necessita de um tempo longo. A avaliação necessita ser contínua. Vemos também a possibilidade de uma aprendizagem completa e concreta, e consequentemente rica, por meio de projetos, trabalhos, práticas orais, etc.
    Cáp. 2: O autor nos leva a (re)pensar sobre a correção e como são dadas as notas. Acredito que neste capítulo a autor tenha deixado aflorar seu lado poeta, e com isso tirar o peso de alguns tópicos relacionadas à árdua tarefa do professor de correção e classificação em notas. O jogo de palavras do autor deixou a leitura mais leve e abriu a possibilidade de se buscar entender sobre notas e correção em detalhes, mas sem o pesar de algo maçante. Primeiramente o autor nos mostra que a nota de uma avaliação é fruto de um julgamento de comparação. E que o professor deve ter bem claros seus critérios desde a formulação da avaliação até a sua correção. A subjetividade do professor para fazer a correção faz parte do “ser” humano, mas o autor revela alguns dos cuidados que devemos ter com o trabalho de correção, para que este não seja de punição, mas sim de construção, possibilitando a aluno a aprender e a refazer a partir dos comentários quanto a seus erros, com o apontamento de soluções. O autor desmitificou vários mitos sobre a classificação das notas, como a busca da perfeição extrema, ou até mesmo a influência do comportamento do aluno no julgamento e na nota de um outro aspecto, entre outros. E isso, leva-nos a refletir sobre nossas ações quanto às notas da realidade da nossa prática pedagógica.
    Cáp. 3: Em complemento ao segundo capítulo, o autor fala sobre a Linguística corporal da avaliação. Ele coloca de forma minuciosa todos os pontos da linguagem complementar da avaliação, que vai além de uma nota. A mensagem do professor para o aluno, ou vice-versa, apenas por meio de um olhar ou o tom da voz. A dimensão do julgamento do avaliador tem caráter público. A avaliação escolar só faz sentido se servir para buscar caminhos para melhorar. Avaliamos para ensinar melhor. A maneira de como o professor devolve uma avaliação para o aluno pode servir de estímulo para que ele queira entender o que seria o certo.
    Cáp. 4: O autor fala do papel do avaliador. Podemos ser avaliados pelo outro ou por nós mesmos. Neste capítulo, o que mais me chamou a atenção foi como o autor defende a importância da auto-avaliação. Quando realizamos uma auto-avaliação, buscamos para nós mesmos o entendimento do que sabemos e o que precisamos melhorar. A auto-avaliação, por ser muito válida para o entendimento que quem é avaliado, pode e deve fazer parte da avaliação escolar. O próprio material didático de Inglês traz esta proposta: no final de cada unidade, o aluno encontra um espaço para a sua auto-avaliação quanto aos mais variados aspectos do aprendizado, não apenas a “gramática”.
    Desejo que a nossa discussão seja proveitosa.
    Abraços,
    Gardhenia

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  4. Embora vários aspectos do texto tenham me chamada a atenção, gostaria de destacar o trecho das páginas 49 e 50, que apresenta um quadro, bastante semelhante ao que comentamos na reunião passada sobre o que se pretende avaliar. Eu intitularia essa parte como "A qualidade do erro", pois os erros dos nossos alunos devem servir como diagnóstico para buscarmos ferramentos que favoreçam o deslocamentos deles, não apenas visando a nota, mas acima de tudo a efetiva compreensão e assimilação dos conhecimentos. Portanto, a análise do erro e o uso do mesmo é de suma importância dentro do papel de educar. Penso que o erro é uma campainha que toca alto, as vezes "grita" e que deveria nos despertar para reavaliarmos o curso a seguir, mas temos valorizado pouco ou quase nada os erros dos nossos alunos.
    Beijos:
    Regiane

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  5. No capítulo 02, as definições para a formação (ou não) de um padrão de notas a serem atribuídas ao aluno é o grande foco.
    Concordo quando o autor afirma que, por vezes, a quantidade de tarefas, deveres, trabalhos e a própria prova "não se identificam com o próprio ato de avaliar". Na verdade, ele nos instiga a reavaliar a nossoa própria ação de avaliar. E isso, pode ser um processo lento de mudança no modo mecânico que, nós professores nos acostumamos a avaliar, mas é necessário mudar.
    Estabelecer critérios objetivos e subjetivos, qualitativos e quantitativos, torna mais justo o ato de avaliar sem a "severidade proverbial", e ressaltando o "trabalho com o ser vivo" que é o aluno.
    No capítulo 03, o autor é fantástico ao analisar a linguagem corporal do aluno, do professor e notadamente da avaliação. É fato, que percebemos muitas das linguagens: o desinteresse, "um sinal de negação, um comentário verbal".
    Nesse contexto, o aluno dá vários sinais de atenção ou de falta dela, e esses sinais devem ser alertas para que o professor explore mais um conteúdo ou as aptidões dos alunos.
    Deve-se ter muita atenção às linguagens corporais, pois a linha que separa "o verbal e o não-verbal da avalaição escolar" é muito tênue.
    E fechando, a primeira parte do estudo, com o capítulo 04 o autor trata dos paradoxos do avaliador. O autor ressalta a questão da "heteroavaliação" como sendo um problema no processo de avaliação. E em contrapartida define a auto-avaliação como sendo um objeto rico e que promove o aluno estabelecer erros e acertos na produção de seu conhecimento.

    Janaina Maranhão

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  6. Queridos professores(as)!
    Após ler os capítulos sugeridos, quero convidá-los para uma reflexão: os exemplos citados por Michel Barlow, são mitos ou realidades quando penso minhas forma de avaliar a aprendizagem?
    Quero ressaltar aqui alguns pontos bem significativos destes capítulos:
    No tópico “O corpo fala, ou a pedagogia sem palavra” ninguém duvida que o corpo fala. Ele fala geralmente a nossa revelia, e, as vezes, é mais sincero que as palavras pronunciadas. Assim,, o corpo do professor – seu olhar, suas mímicas, seus gestos, seu tom de voz... quase sempre traduz sua avaliação antes de ele verbalizar seu julgamento, e os alunos aprendem rapidamente a traduzir essas mensagens corporais”. Não existe uma fronteira rígida entre o verbal o não-verbal da avaliação escolar, entre seu realismo e seu imaginário, entre sua objetividade e sua subjetividade.
    Para concluir, no capítulo 4, o autor diz que não existe avaliação sem auto-avaliação, não existe tampouco avaliação autêntica sem heteroavaliação ou, o que dá no mesmo sem co-avaliação: se o aluno é avaliado pelo professor ou por seus colegas, ele é efetivamente heteroavaliado. Em qualquer campo, é necessário um “olhar externo” para identificar de forma mais lúdica as chances e as deficiências de suas próprias realizações, pois um outro dispõe, para isso, de um distanciamento que a pessoa não tem necessariamente. Em geral ninguém é mais incompreensível do que aquele que declara com segurança: “Eu me compreendo!” A experiência não tarda em lhe mostrar que, se conseguir se compreendido por outro, ele se compreenderá infinitamente melhor.

    Um abraço.
    Edileuza

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